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Tenha FÉ!

sábado, 23 de outubro de 2021

Você nunca perde por amar


Que doida é a vida, nesse instante eu estou chorando por conta de uma carta, uma carta de amor, mas não é qualquer amor, é um amor que as vezes diz mais sobre as pessoas que fazem parte desse sentimento do que o próprio sentimento mesmo. Nunca vou conseguir explicar, mas esse amor me faz sentir vontade de amar também, de ter alguém para amar e me sentir amada. Eu, que nisso nem acredito. Ou finjo bem.
Não se sabe onde começa o amor pra duas pessoas. Elas se conhecem de todas as formas, descobrem jeitos, manias, gostos, desgostos, riem juntas, as vezes choram, sentem vontade de sempre "ficar", pq ir não faz mais parte de suas vidas. Deve ser tão bom quando alguém decide ficar, não faz do momento algo banal. O mundo vive e prega tanto desamor e indiferença, que o afeto nunca é demais, sempre será bem vindo, seja da forma que for. Sabe o que tá faltando? Que a gente seja fonte de amor. Mas como ser algo que parece não transbordar as vezes? Permita-se ser amado. Se permita amar.
Para o amor existe renúncia, mas as pessoas se confundem nesse quesito, pois entendem que precisam se desvencilhar de suas vidas para viver uma nova vida. Que bobagem.
Acredito na soma, na partilha de ideais, na construção de duas histórias que vai acabar se tornando uma, mas que seja uma história de conquistas, de cumplicidade e mais que tudo isso, de muito respeito.
Aos que se mostram dispostos à isso, não existe perda de tempo, existem ganhos, apenas ganhos. A maturidade de duas pessoas que decidem, não viver uma pela outra, mas viverem juntas, não no sentido literal (ainda), mas dividirem os sonhos, as metas, os projetos, as inseguranças, as vontades, os medos, as coragens, ganha um sentido novo se há coragem para isso. 
O amor aproxima o que está distante, é vencedor do tempo e dizem ser a única saída.

  

Ainda bem que as pessoas se encontram, se apaixonam e podem viver a história mais linda de todas as histórias que já viveram. Que você conheça alguém que te mereça todas as horas, dias, horas, segundos e que possa inspirar outras pessoas também a acreditar que o amor existe sim, que vale a pena amar. 

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Não é frescura


O coração acelera, vem a falta de ar, uma vontade incontrolável de chorar, as mãos ficam trêmulas, suando, se o lugar é fechado o primeiro pensamento é: "preciso sair daqui." Não aconteceu nada, mas na minha cabeça aconteceu tudo. Parece que é simples, mas minha mente transforma em algo completamente complexo, difícil, amedrontador. Vez ou outra eu sei o que é, mas tantas outras, não. Penso demais, coisas insignificantes se tornam terrores dentro de mim, a mente pesa, é inevitável não ficar mal, o simples fato de pensar demais já é ruim. Dormir? Vira luxo. Comer então?! Só em caso extremo. Mas as vezes como exageradamente, a impressão é que a comida vai preencher aquele vazio, aquela falta. Falta de que?
A mente fica: "ué, pq você tá chorando assim?" "Onde foi parar seu ar?" Dificilmente eu vou pegar o telefone e ligar para pedir ajuda. Ser peso para alguém? É a última coisa que queremos.

Deitar para relaxar, ficar parado, não rola. Só de pensar na hipótese de algo que nem vai acontecer, acontecer já vira um turbilhão de pensamentos e você fica frenético.
E o nó na garganta parece que aperta de um jeito, é como alguém te enforcando, dói.

Tem solução pra isso? Vai parar? Vai acabar? Meu Deus, que agonia, que incômodo é sentir-se assim.
A resposta é NÃO, não tem uma cura imediata, não vai cessar da noite pro dia.
Para amenizar você bebe àgua, ouve sua música preferida, ou só ouve música. Encontra uma atividade que vá distrair, vai se exercitar, baixa um jogo no celular, manda uma mensagem para aquele amigo de confiança, você só quer desabafar, colocar tudo pra fora, seu amigo te escutou, ufa, parte de um peso é eliminado. Bom seria se fosse uma forma de acabar com tudo isso, mas é aquela válvula de escape, cada um encontra alento na sua. Uma conversa aleatória, uma boa leitura, um filme, uma série, o importante é ocupar a mente com algo prazeroso.
Pronto, mais uma caixa de chocolate foi devorada. Me sinto melhor.
Falei do que eu tô sentindo? Claro que não. Quem tá afim de ouvir você contar sobre problemas? Até parece.
Não é frescura. Não é show. 
Tem gente do seu lado pedindo socorro em silêncio, mas por dentro grita alto. A voz não sai. Ou nós que decidimos tapar os ouvidos? O vazio ocupa um espaço imenso. 


Mais que um ombro amigo, ofereça ouvidos sensíveis, colo aconchegante, um café, um chá, sua companhia e a certeza de que tudo ou quase tudo vai ficar bem. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Começos te assustam?


Sempre tive dificuldade com começos, tudo que tem que começar me causa uma ansiedade, só que não é aquela ansiedade da espera, mas aquela da falta de ar, ânsia, pois sempre acho que não vai dar certo. São projetos, amizades, novos hobbys, aprender um novo idioma, uma nova rotina, emprego, tudo que me faça "começar", é sinal de perigo por não me sentir suficiente para nada, por sentir que não vou dar conta, por me boicotar sempre, é uma sina. E com tudo, nunca descobri se de fato daria certo, eu desisto no meio do caminho. É um problema, eu sei. Mas eu nunca pedi ajuda, incomodar não é uma característica que eu carregue e não me orgulho disso, sei que preciso dessa desconstrução pra já. Só que me desconstruir nessa questão seria inútil...não são todas as pessoas que estão ali por você e pra você.

Admiro quem recomeça, quem faz dar certo, quem não coloca empecilho ou obstáculo em algo. Mas eu não consigo, eu não tenho ânimo, não tenho força de vontade, não quero fazer. Foi o que me peguei fazendo hoje: pensando que nunca nada vai dar certo, que nenhum projeto vai terminar, que nenhum sonho vai se realizar, apesar de já ter realizado alguns, mas não aprecem ser suficientes. Nada parece ser suficiente, nada parece ir pra frente, eu não me sinto mais suficiente. Sei que ninguém tem que carregar o fardo que eu empilhei, quem precisa aguentar o peso sou eu...mas tá difícil, tá complicado. A motivação vai embora na mesma proporção que chega, parece coisa momentânea, como uma carreira de pó que você cheira, a satisfação é ali, naquele momento, naquele instante. Tanto é que são necessárias várias carreiras pra manter a animação. Mas que bosta. Que bosta sou eu indagando tudo isso e não movendo um dedo pra mudar. Eu não quero mudar. A zona de conforto parece mais agradável que qualquer coisa. Só que não é aqui o meu lugar. A minha energia não era essa, eu sentia prazer em viver tantas coisas que gostava, agora não sinto prazer em viver. Sinto que parei no tempo, num momento em que estava feliz e alguém tirou minha felicidade, alguém  me disse que eu não ia conseguir e eu estava de ouvidos "abertos". Não devia.

Não tenho que esperar ajuda, não sei pedí-la, muito menos achar que alguém me deve algo. Sei lá quantas coisas mais vão passar por mim e não serão terminadas. Sei lá quantas vezes vou me questionar de não seguir em frente, de parar pra resolver o problema alheio enquanto meu quarto está uma completa bagunça e não vai aparecer ninguém disposto a me ajudar a arrumar. Definitivamente, não sei. O que eu sei é que pra alguma coisa mudar, preciso dar o meu melhor aqui. Ainda estou sem forças pra isso, embora eu saiba muito bem como fazê-lo, só me falta REcomeçar.

Fiz errado de novo, mas é necessário dar meia volta e fazer outro caminho. E isso será feito. Quando? Aí entramos de novo na questão pelo qual esse texto foi escrito...

Pronto, desabafei!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

E essa dependência aí?


Você sempre vai achar que as pessoas ao seu redor não vão entender o que acontece com você ou qual motivo te leva a ficar numa situação que a incomoda de certa forma. Na sua cabeça, esse tipo de coisa só acontece com você, mas fique tranquila, há mais gente perturbada por aí também.
As vezes nosso instinto está certo, na maioria das vezes ele nos dá é uma rasteira, mas quem nessa vida nunca tropeçou, nunca caiu, precisou levantar e começar tudo de novo? A diferença está em assumir que não sabemos a verdade absoluta de nada, estamos todos em processo de feitura, com você não seria diferente, por isso seguir o coração sempre será a melhor opção.
Só que eu acho que romantizamos muito a questão de que podemos ser tratados de qualquer forma, que as pessoas podem dizer o que quiserem e vai ficar tudo bem. Não, não vai, não tem que ficar, nós precisamos dar voz ao que nos afeta e desagrada, sempre.
Precisamos tomar cuidado para não nos tornarmos dependentes de alguém, pois aquela pessoa pode perceber e jogar isso contra nós toda vez que achar viável e chega um nível que não conseguimos mais controlar isso, por isso é preciso muito cuidado nessa parte.
Nós, mulheres, ouvimos falar muito sobre ser "dona de si", ser independente, correr atrás do que quer sem precisar recorrer à ninguém, mas tem alguma coisa dentro de nós que as vezes insiste nessa tal dependência de alguém, de ter alguém. Sim, as vezes a solidão vem carregada de muita tristeza, de pensamentos ruins, e é nessa hora que a mente nos trai, fazendo com que a gente ache que precise "passar pano" para aquilo que estamos lutando para abominar de dentro de nós.
Mas o fato de sentirmos falta de alguém não quer dizer que é necessário que sejamos submissas, claro que não, temos que lembrar sempre que nos bastamos, porém se decidirmos dividir a vida com alguém, precisa ser para nos tornar iguais ou somar, para diminuir, nunca. Ser livre com alguém acredito que seja a mais autêntica forma de se relacionar, pois você não se torna dependente dessa pessoa, mas sabe que tem com quem contar e também se torna alguém com que possam contar.
Nosso valor não pode ser medido pelo outros, nós é que precisamos nos dar conta disso para que não nos tratem de qualquer jeito. Imagina só alguém que não sabe nem qual é o nosso hobby preferido ou então não nos escutou falar dos nossos amores fracassados, dizendo algo sobre nós. Isso seria terrível. E sendo terrível é que não podemos permitir essa avaliação, não mesmo.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Se permita


Acontece que eu tenho que deixar o medo de lado, falar, não me calar, porque eu sei que há alguém comigo, do meu lado. Ninguém vai me fazer mal, mas também não há motivo para isso. Não posso esquecer quem eu sou, quem eu quero me tornar, preciso me colocar de volta no caminho que um dia eu tracei, que eu escolhi, ainda estou em tempo de recomeçar. Todo dia é dia de recomeçar.
Voltar não é possível, o além está distante, mas o hoje, o agora, está bem aqui em minhas mãos e eu posso fazer o que quiser com ele. Só que nem sempre o que eu quero é o que eu preciso. E aí começa aquela busca para descobrir o que eu preciso, descobrir as vezes o que DEUS me reservou e o que Ele quer de mim.
A desconstrução não é algo imediato, é um processo longo, demorado, mas ainda bem que temos a oportunidade de mudar nosso posicionamento sobre algo que a gente na verdade não conhecia.
Todo dia é recomeço, todo dia é dia de conhecer algo novo, todo dia é dia de deixar algo para trás, a vida é para frente, para trás só olhamos para não repetir os erros, não tem que existir comparação, os tempos são diferentes, as vontades são diferentes, o que eu fui ontem não existe mais, o que eu serei amanhã ainda não aconteceu, só tenho em minhas mãos o hoje, o agora, e isso não pode ser deixado para depois.
Pode parecer cliché, mas deixar as pessoas cientes de que elas tem algum significado em nossas vidas é tão importante quanto tomar banho todos os dias, é coisa diária.
Saber que o que eu fui não tem nada a ver com o que eu sou agora e o que eu serei amanhã me traz tanta paz, me causa um alívio tão grande que só me faz ser nesse instante o que eu tenho certeza que me faz bem, me faz ser eu.
E mano, ser quem eu sou hoje, a versão que eu sempre quis ser, me faz bem pra caramba.
A vida é isso, sem compromissos com os erros de antes, temos que sempre estar dispostos aos novos erros.
Sim, me permito.

Acolha



         Diariamente somos colocados em situações que muitas vezes vão testar o modo como encaramos os desafios, como lidamos com problemas, como nos portamos diante de julgamentos e acusações inexistentes, afinal, a humanidade já está apta para apontar o dedo.
Quando me rotulam, a primeira coisa que preciso ter em mente é se a pessoa me conhece, convive comigo, sabe dos meus sonhos, sabe meus segredos, meus medos, minhas inseguranças, sabe tudo que eu vivo, sabe algo sobre mim. Sendo a resposta negativa para tudo o que foi citado, não tenho a obrigação de levar para o coração, não é necessário carregar um fardo que não me pertence.
É muito difícil colocar isso na cabeça, é como ouvir Jesus dizendo na sua cabeça pra oferecer a outra face já que bateram em uma, só que ninguém age como Jesus, podemos até tentar por um instante, mas vamos falhar constantemente. É difícil ser julgado e permanecer em silêncio, não querer tirar a limpo alguma situação, não querer tirar satisfação com quem falou, é muito difícil fingir que está tudo bem e que você não liga para o que falaram, só que você pensa nisso o tempo todo, isso as vezes tira o sono, causa ansiedade, nem todos entendem, só quem sente. E sendo assim, é você que vai tirar de letra toda essa situação, é você que vai erguer a cabeça e não precisar provar nada para ninguém, sabendo quem você é, o que o outro imagina continua sendo problema apenas dele.
Muitos encontram o alento, o abrigo, buscando o distanciamento, outros buscam amigos, família, procuram estar perto daqueles que tem confiança e mostram que você pode confiar. Mas há quem não tem essa válvula de escape, não tem com quem contar, ou até tem, mas não sente segurança em pedir ajuda simplesmente por ter medo, o ser humano tem dessas.
Quando alguém erra, não temos que condenar, basta que a gente acenda uma pequena luz diante dele apenas com um exemplo nosso. Não tem nada melhor para ajudar alguém do que manter a nossa luz acesa, fazendo assim nosso exemplo de farol para guiar alguém, mostrando as vezes o caminho da subida.
Não queira disparar para que não tem alcancem. Caminhe de forma que possam não te ultrapassar, mas caminharem ao teu lado. 


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Sem rótulos, sem rodeios


Já parou para pensar no quanto você se basta? É verdade, você se basta.
Sabe, passamos a vida inteira idealizando muitas coisas para a nossa vida, mas essa idealização é baseada no que as pessoas desejam para nós, ninguém tem a curiosidade de saber se nós queremos o que querem para nós.
Vemos muitos textos por aí falando sobre pessoas que se casam aos 25, aos 30 já estão casados, com filhos, casa, carro, aquela família feliz (queremos acreditar que isso realmente seja verdade) formada, com o emprego dos sonhos. Só que eu fico me perguntando: O que é uma família feliz? O que seria o emprego dos sonhos? Será que é o que paga mais ou aquele emprego que o chefe não é chato? Ou então aquele que você faz o que gosta e ganha bem? Mas e daí se o salário não é lá aquelas coisas, porém eu gosto do que faço? E aquela questão da família feliz, como é? Pai, mãe, filhos, realizações pessoais, todos se amando e acabou? São muitos questionamentos, eu me perco em todos.
Na verdade, eu foquei meus últimos dias me perguntando sobre tudo isso. Sim, me fiz todas essas perguntas e sabe de uma coisa? Não encontrei resposta alguma para nenhuma dessas questões. Não encontrei porque não quis ou não fiz esforço algum para isso, já estava ficando louca com tanta coisa. Eu vou colocar a culpa nos hormônios, que estão a flor da pele, na ansiedade que desenvolvi sem perceber ou então na falta de vontade de ser tão feliz assim como dizem. Não, não é uma reclamação, mas eu acho que muita felicidade é um peso muito grande para carregar, eu realmente estou "de boa". Meu mundo é o oposto disso, tenho descoberto isso todos os dias, sou feliz do meu jeito, com as minhas crises existenciais, com as minhas muitas paranóias, com as minhas reflexões, e olha que refletir é algo que eu faço a todo momento, e como boa pisciana que sou, sou feliz também com a minha intensidade de ofertar meu amor, meu carinho e minha amizade aos outros, confesso que as vezes intenso demais, mas tenho trabalhado para dosar tudo isso.
A pressa só me acompanha quando o assunto é viver intensamente, eu havia deixado isso de lado, meio que estacionei algo que em mim sempre foi muito claro, mas que eu acabei perdendo de uns tempos pra cá, só que ainda bem que sempre podemos voltar a ser o que sempre sonhamos, tudo vai caminhando no seu tempo, e nesse tempo, te digo que estou ou estamos em processo de feitura.
Não sei o que a vida ainda me reserva, mas eu sou muito curiosa e quem sabe aos 40 ou 50 seja uma pessoa como a sociedade idealiza.
Hoje, ainda prefiro ser quem eu sou, sem rótulos e sem rodeios.